Anaspra participa de comissão geral da Câmara e pede mais políticas de Estado para proteção de policiais

Sex 10, 2017 Escrito por 
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Parlamentares, policiais e viúvas de profissionais mortos em razão da atividade que exerciam pediram nesta quinta-feira (26), na Câmara dos Deputados, mais atenção do Estado à categoria, que consideram desamparada. Eles querem mais rigor na punição de assassinos de policiais e melhores condições de salário e de vida desses profissionais. O assassinato de policiais foi tema de uma comissão geral realizada no Plenário da Câmara.
 
Em nome dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o diretor da Associação Nacional de praças cabo Everson Henning apresentou os números de mortes de policiais, que são cada vez mais comum, e apelou para o Estado brasileiro promover políticas públicas de garantia da vida dos agentes de segurança. "Eu agradeço a realização dessa sessão, mas essa indignação mostrada aqui precisa ser transformada em ação, porque senão não vai passar de um discurso e cair no esquecimento", afirmou.
 
Ele ressaltou ainda que a maior preocupação da categoria é a violência do Estado contra os próprios policiais. "A maior violência que os policias são acometidos é feita pelo Estado porque a violência do marginal nós sabemos como combater, mas a violência que o Estado comete contra nós e nossas famílias, infelizmente, nós não temos como enfrentar, ficamos de mãos atadas", disse. Por isso, Henning solicitou o desenvolvimento de uma legislação que defenda os policiais.
 
Nesse sentido, o diretor da Anaspra pediu à Câmara dos Deputados para pressionar o Senado Federal a fim de aprovar o projeto de lei que acaba com o fim da prisão disciplinar. "O projeto está parado no Senado. Nos ajude a aprovar esse projeto para que o policial militar não seja tratado como um subcidadão e tenha os direitos de qualquer pessoa", afirmou o representantes dos praças, que também é diretor da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc).
 
Outro pedido é para os deputados votarem contra os projetos de ajustes fiscal do governo Michel Temer. "Esses projetos também matam. Matam policiais por falta de segurança, saúde e educação. É uma hipocrisia alguns dizerem que defendem a polícia e os policiais, mas votarem a favor dos projetos de ajuste fiscal que estão sucateando as instituições de segurança pública e tirando efetivo das ruas", manifestou.
 
Crime hediondo
 
Como vitória na luta pela valorização do profissional de segurança pública, foi citada a Lei 13.142/15, que passou a considerar crime hediondo o assassinato de policiais.
 
Para o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), mais do que endurecer a legislação penal, a de execução penal ou a processual penal, é preciso transformar a segurança pública em política de Estado. “O Poder Executivo é quem define prioridades para a segurança pública. Nos últimos 20 anos, não tivemos dele a responsabilidade efetiva. Segurança pública ainda não é prioridade no Brasil”, afirmou.
 
Como sugestão para o problema, o deputado Cabo Sabino (PR-CE) defendeu a criação de delegacias e varas judiciais especiais de apuração de crimes contra policiais em cada estado. Ele lembrou que no Ceará já existe delegacia exclusiva para investigar os crimes contra os profissionais de segurança pública.
 
Antes da comissão geral, os participantes fixaram cruzes no gramado do Congresso, simbolizando policiais assassinados.
 
Com informações da Agência Câmara
Ler 67 vezes Última modificação em Sexta, 27 Outubro 2017 19:39
ANASPRA - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PRAÇAS

Anaspra é a consolidação do projeto acalentado pelas lideranças organizadas nas inúmeras entidades de classe do país.